Filipa de Vilhena

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Regulamento interno

Introdução

A Escola Secundária Filipa de Vilhena situa-se no Porto, na Rua do Covelo, n.º 205, e é uma Escola predominantemente vocacionada para o nível do Ensino Secundário, na tradição do seu mais longínquo passado, em que sobressaía a sua vocação para preparar profissionalmente os alunos que a procuravam para entrarem no mercado de trabalho.

Hoje, num momento em que se sente uma necessidade cada vez maior de nos prepararmos para lidar com a mudança que se faz sentir em qualquer aspecto da nossa vida, a Escola Secundária Filipa de Vilhena acolhe e prepara com o mesmo cuidado e solicitude tanto aqueles que procuram os seus cursos tecnológicos como preparação para ingressar na vida activa como os que nela percorrem um caminho que os leve a ingressar com sucesso num outro ciclo da sua vida Escolar, o ensino superior. Com o mesmo cuidado e solicitude, quer sejam alunos do chamado ensino regular, diurno, quer do Ensino Recorrente, através do subsistema de Unidades Capitalizáveis.

Para tanto, a Escola insere no seu Projecto Educativo acções e metodologias que permitam a formação integral do aluno, tanto a nível de processos de aquisição de conhecimentos, como a nível do seu desenvolvimento integral como cidadão, sem esquecer a necessidade de o ajudar a formar-se, para que, no futuro, esteja preparado para aprender a aprender ao longo da vida. Não podemos esquecer que, como afirma Juan Carlos Tedesco na sua obra "O Novo Pacto Educativo", "a capacidade de abstracção, a criatividade, a capacidade de pensar de forma sistémica e de compreender problemas complexos, a capacidade de se associar, de negociação, de concertação e de empreender projectos colectivos, são capacidades que podem e devem exercer-se na vida política, na vida cultural e na actividade social em geral .(...) Formar para o trabalho e formar para a cidadania requerem as mesmas actividades."

Não podemos nem queremos também esquecer que este é o momento de encarar novas relações Escola-família. Como sabemos, se, houve, ao longo dos tempos, por razões culturais e sociais, um largo número de alunos que não podia receber apoio familiar a nível pedagógico por falta de preparação da família, existia, contudo, da parte desta, uma preocupação em fornecer aos seus educandos uma série de padrões de referência. Hoje, se a família está, de um modo geral, mais preparada em termos de conhecimentos, não há dúvida, igualmente, de que se sente uma certa dissociação entre Família e Escola, de que resulta que os jovens nos cheguem com um desenvolvimento de personalidade em que, não raro, se sente a ausência ou o enfraquecimento de padrões de referência relacionais.

Sentimos, pois, como sendo ainda uma função da Escola, dentro das nossas limitações de vária índole, criar condições para suprir essa lacuna. Sempre no espírito de que a Educação como formação integral é hoje tarefa e obrigação de todos os sectores da sociedade.