Visitas de estudo
Curso de Artes Visuais em visitas de estudo pelo Porto
08 de outubro de 2026
As turmas do Curso de Artes Visuais tiveram uma visita conjunta pela cidade do Porto no dia 8 de outubro de 2026. Partindo da escola, realizaram uma caminhada com destino à Galeria Municipal localizada nos Jardins do Palácio de Cristal.
No trajeto, previamente planeado, visitaram o mural “Casa das Camélias” de Nuno Palha, AKA Third, que pretende ser ‘(…) a representação do espaço habitado por alguém apaixonado por esta flor, que navegou desde o continente asiático até ao Porto. Os elementos representados guiam-nos nessa história, que decorre no período de floração da camélia e pretende marcar a estreita relação desta flor com a cidade.’ Foram lançadas algumas questões relacionadas com a arte urbana.
Pouco depois, chegamos ao Bairro da Bouça, obra de arquitetura da autoria de Álvaro Siza Vieira, que nos fez olhar para a arquitetura de uma forma completamente diferente, indo muito além do desenho técnico que aprendemos na aula de Geometria Descritiva. Caminhar por entre as galerias permitiu-me sentir a escala humana do espaço com o sentido de comunidade e vivência real dos residentes, transformando o betão e o tijolo numa verdadeira obra de arte habitável.
Seguimos para a Rua de Miguel Bombarda e para as suas galerias de arte contemporânea. Conhecemos a galeria Tilsitt e o trabalho de artistas como Idan Zareski e Ritchelly Oliveira. Entre as obras representadas, percebemos que os valores das obras podem oscilar de quatro a sessenta e cinco mil euros!
Na Galeria Municipal fomos recebidos pelo Serviço Educativo que nos aguardava para uma visita guiada às exposições. Estávamos particularmente curiosos em explorar a exposição Cultura do Corpo: Edição Porto, do artista lituano Augustas Serapinas. Nesta mostra interativa, o espaço expositivo transforma-se num ginásio onde a história da arte dialoga diretamente com a prática do exercício físico, desafiando a contemplação tradicional ao integrar mais de sessenta réplicas em gesso da coleção de escultura do Museu Nacional Soares dos Reis — como a icónica obra O Desterrado — na forma de pesos e equipamentos de treino. Através dessa vivência imersiva, pudemos refletir sobre a disciplina e a representação do corpo ao longo dos tempos, percebendo a arte contemporânea como uma experiência viva, participativa e profundamente ligada ao contexto cultural e patrimonial da cidade.
Seguiu-se um almoço livre e a oportunidade de conhecer e explorar os Jardins do Palácio de Cristal. O professor ainda nos explicou um pouco da história do local e a razão do nome que perdura até aos nossos dias.
Após a vivência concetual na Galeria Municipal com a exposição Cultura do Corpo: Edição Porto, a turma de artes deu continuidade à visita de estudo no Museu Nacional de Soares dos Reis, estabelecendo uma ponte reveladora entre a reinterpretação contemporânea e o património clássico. Esta sequência pedagógica permitiu aos estudantes analisar a representação do corpo ao longo dos séculos, a função do desenho e da modelagem na aprendizagem académica, e a forma como a arte contemporânea é capaz de reativar a memória e a história da arte sob novas perspetivas críticas.
Em suma, esta visita de estudo revelou-se uma experiência profundamente enriquecedora e transformadora. Conseguimos transpor as barreiras da sala de aula e ver a teoria ganhar vida. Mais do que consolidar aprendizagens de Desenho, Geometria Descritiva ou História da Arte, esta jornada expandiu o nosso olhar crítico, inspirou o nosso percurso criativo neste último ano do ensino secundário e reafirmou em todos nós a convicção de que a arte é um organismo vivo, capaz de habitarmos, questionarmos e sentirmos em cada canto da cidade.
No trajeto, previamente planeado, visitaram o mural “Casa das Camélias” de Nuno Palha, AKA Third, que pretende ser ‘(…) a representação do espaço habitado por alguém apaixonado por esta flor, que navegou desde o continente asiático até ao Porto. Os elementos representados guiam-nos nessa história, que decorre no período de floração da camélia e pretende marcar a estreita relação desta flor com a cidade.’ Foram lançadas algumas questões relacionadas com a arte urbana.
Pouco depois, chegamos ao Bairro da Bouça, obra de arquitetura da autoria de Álvaro Siza Vieira, que nos fez olhar para a arquitetura de uma forma completamente diferente, indo muito além do desenho técnico que aprendemos na aula de Geometria Descritiva. Caminhar por entre as galerias permitiu-me sentir a escala humana do espaço com o sentido de comunidade e vivência real dos residentes, transformando o betão e o tijolo numa verdadeira obra de arte habitável.
Seguimos para a Rua de Miguel Bombarda e para as suas galerias de arte contemporânea. Conhecemos a galeria Tilsitt e o trabalho de artistas como Idan Zareski e Ritchelly Oliveira. Entre as obras representadas, percebemos que os valores das obras podem oscilar de quatro a sessenta e cinco mil euros!
Na Galeria Municipal fomos recebidos pelo Serviço Educativo que nos aguardava para uma visita guiada às exposições. Estávamos particularmente curiosos em explorar a exposição Cultura do Corpo: Edição Porto, do artista lituano Augustas Serapinas. Nesta mostra interativa, o espaço expositivo transforma-se num ginásio onde a história da arte dialoga diretamente com a prática do exercício físico, desafiando a contemplação tradicional ao integrar mais de sessenta réplicas em gesso da coleção de escultura do Museu Nacional Soares dos Reis — como a icónica obra O Desterrado — na forma de pesos e equipamentos de treino. Através dessa vivência imersiva, pudemos refletir sobre a disciplina e a representação do corpo ao longo dos tempos, percebendo a arte contemporânea como uma experiência viva, participativa e profundamente ligada ao contexto cultural e patrimonial da cidade.
Seguiu-se um almoço livre e a oportunidade de conhecer e explorar os Jardins do Palácio de Cristal. O professor ainda nos explicou um pouco da história do local e a razão do nome que perdura até aos nossos dias.
Após a vivência concetual na Galeria Municipal com a exposição Cultura do Corpo: Edição Porto, a turma de artes deu continuidade à visita de estudo no Museu Nacional de Soares dos Reis, estabelecendo uma ponte reveladora entre a reinterpretação contemporânea e o património clássico. Esta sequência pedagógica permitiu aos estudantes analisar a representação do corpo ao longo dos séculos, a função do desenho e da modelagem na aprendizagem académica, e a forma como a arte contemporânea é capaz de reativar a memória e a história da arte sob novas perspetivas críticas.
Em suma, esta visita de estudo revelou-se uma experiência profundamente enriquecedora e transformadora. Conseguimos transpor as barreiras da sala de aula e ver a teoria ganhar vida. Mais do que consolidar aprendizagens de Desenho, Geometria Descritiva ou História da Arte, esta jornada expandiu o nosso olhar crítico, inspirou o nosso percurso criativo neste último ano do ensino secundário e reafirmou em todos nós a convicção de que a arte é um organismo vivo, capaz de habitarmos, questionarmos e sentirmos em cada canto da cidade.